26 de março de 2014

Teste entre o UA 2-1176 e o vst CLA-76

Vamos comparar o Universal Audio 1176 hardware com seu filho o vst da Waves CLA76 e vamos tentar perceber qual é a real diferença entre eles e se realmente vale a pena ter o hardware ou se o vst já consegue suprir nossa necessidade.

Antes de entrar em todas as questões vamos conhecer um pouco da história desse lendário compressor.

Em 1966 com tantas coisas acontecendo na indústria da música, Bill Putnam fez uma importante transição entre válvulas a vácuo para uma nova tecnologia adquiridas pelo pré amplificador da Universal Audio a chamada solid-state technology.
Nesse mesmo ano Bill Putnam havia reformulado os compressores a partir de uma versão antiga com a nova tecnologia FET (Field Effect Transistor) e baseando seu projeto no variable-Mu design nasceu o 1176.

Em 1968 foi lançada uma versão com limitador de pico com circuitos e transistores com desempenho muito superior aos concorrentes.
Mas o principal ponto que realmente fez vender muitas unidades do 1176 é o seu “attack” ultra rápido de apenas 20 ms, ele também ofereceu um design mais contemporâneo, com painel de alumínio escovado. Em 1967 ele custava $ 489,00 dólares.

Uma outra coisa que era novidade na época era a falta do controle de “threshold” ou seja apenas o controle de entrada e saída com o “attack e “release”.
Por tanto a quantidade de compressão foi determinada pelo nível de sinal de entrada ou seja quanto mais sinal maior vai ser a compressão, outra característica é o “ratio” selecionável para “ALL” que foi na minha opinião uma inovação radical, tanto é verdade que o próprio “Distressor” utilizou o chamado “British mode” na sua versão EL8-x.
Talvez isso explique o porque o “distressor” foi um compressor muito bem vendido.

O som do 1176 é energético, brilhoso para vocês terem uma ideia todas as grandes bandas de Rock já usam o 1176 em suas vozes, Bruce Swedien gravou todas as vozes do Michael Jackson com o 1176.

Um dos motivos que eu sempre quis ter esse compressor na sua versão física era toda a história por traz dessa lenda, você podem entrar no site da universal e pesquisar lá existem várias curiosidades a respeito desse compressor.

A sua versão em vst foi baseada nele, vamos ver as diferenças entre eles.
Vou usar os mesmos paramentos tanto no vst quanto no hardware e vamos comparar.

Eu vou continuar esse post com algumas experiências da minha parte falando sobre o resultados em faixas.

a baixo nos temos os testes.

A conclusão que cheguei:

Depois de fazer outros testes após estes feitos a cima, pude perceber que a definição e a qualidade em geral do hardware é muito boa, porém é preciso deixar o input com bastante volume para que possa realmente sentir a compressão, isso tratando-se de batidas e masterização.
Essa diferença eu não pude constatar na versão vst.
Vou postar um novo teste em breve.

Qualquer dúvida deixe seu comentário a baixo.

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Teste de mixagem

Para os estudantes de mixagem aqui vai um exemplo de bass antes e depois.
Vejamos o exemplo em um bass mais “dirty”

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Prática, exercícios, estudo e disciplina na produção de música eletrônica

Quando falamos em disciplina nos estudos, não estou me referindo a fazer músicas para treino, porque quem usa apenas fazer música para treino está equivocado quanto ao real valor da palavra estudo.
Fazer musicas o dia todo vai te trazer uma série de benefício é verdade, mas o estudo se torna diferente com exercícios elaborados. Mas de nada adiantaria se todas as práticas de estudos não gerasse um saber.

Assim como um escritor necessita saber como colocar suas idéias no papel, um produtor precisa saber como colocar a sua criatividade em prática e não apenas começar a fazer uma música e o que saiu… Saiu. Não caros amigos essa é uma direção de caminhos turvos onde o resultado final não saberíamos dizer, não que seja errado mas que vai de caminhos opostos da disciplina de elaboração.

Como já dizia Raul Seixas:
“Não tem certo nem errado.
Todo mundo tem razão
É que o ponto de vista
É que é o ponto da questão.”

O ponto de vista muda a direção dos caminhos que levam a finalização de uma faixa e o que todos querem?
Ter domínio de como colocar em prática ou como colocar no programa todas as suas idéias e saber executa-las com precisão e maestria.

Sabemos não ser tarefa fácil, mas aqueles que buscam o real conhecimento da produção devem estar cientes que a filosofia por trás da criação é gigantesca e muito é dito e nada explicado, não categoricamente e porque?

Seria possível explicar a criatividades de grandes protutores?
Como eles chegaram a ser quem são?
Digo isso a nível de conhecimento e prática filosófica.
Será que eles têm a chave que não temos?
Será que realmente queremos isso para nossas vidas?

Percebo que muitos estão se enganando, tentando dar razão as suas vidas ou levando os “estudos” apenas como fazer uma linha de “bass” via video aula no youtube ou procurando timbres exatamente iguais de outros produtores de sucesso.
Desculpe a franqueza amigos mas isso de forma alguma é uma prática real de estudo, por tanto considero que isso é pura enganação. Não que não podemos olhar como é feito um “bass” no youtube não é isso… Mas com certeza essa não é apenas uma prática em tantas.

Eliphas Levi disse:

“O homem que é escravo das suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderia ser um iniciado”
Quando ele se refere a um iniciado ele está dizendo iniciado nos mistérios ocultos ou seja praticas e ensinamentos filosóficos e o que isso tem com a produção?
Tudo queridos amigos, quando agimos com a paixão nas práticas e nos ensinamentos e estudos relacionados a produção, ficamos cegos e não admitimos críticas e outros tipos de ensinamentos que não forem os que estamos acostumados. Puro egocentrismo de um ego apaixonado.

Você já deve ter ouvido falar que quando nos apaixonamos dura cerca de 3 meses e depois vira amor… Quando se está apaixonado qualquer pessoa que falar mal de nosso amor nos voltamos contra mesmo que a certeza esteja bem de baixo dos nossos olhos e isso é inerentes as paixões.

O que Levi está tentando nos dizer é que não devemos ser escravos do nosso ego, isso vai nos cegar para o real aprendizado ou seja para a real filosofia do que é ser um produtor, justamente por isso ele está dizendo: “O homem que é escravo das suas paixões ou dos preconceitos deste mundo” O preconceito faz parte disso. Aquele que não tem dinheiro para pagar um curso vai dizer que pode se aprender sozinho com apenas vídeo aulas e o que tem dinheiro para pagar vai dizer que não se pode aprender apenas com vídeo no youtube.
Quem está certo?

Está certo aquele que não tem preconceito de aprender, aquele que não é escravo do seu ego, esse sim como disse Levi vai ser iniciado nos mistérios do aprendizado.

Muito boa sorte.

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Música, corpo e alma p2

Eu sempre achei que o dom não poderia vir do nada, achei que seria impossível vir como se fosse passe de magica, como se Deus abençoasse uns e amaldiçoasse outros.
O dom é a capacidade que todas as pessoas tem de se relacionar com a música, com certeza uns em mais e outros menor grau.
O dom pode ser genial mas também pode ser atrofiado.

Certamente existem julgamentos, alguns julgam certas pessoas boas e outras ruins, tudo em nosso planeta gira em torno de resultados.
E com a música não é diferente.

Os resultados na produção de música eletrônica podem demorar anos para aparecer ou meses, tudo vai depender como você enxerga o seu próprio talento, e se sabe que realmente ele existe.

Pode ser escondido, mas ele está ali pronto para ser descoberto.
Dedicação, estudo e percepção, estas são algumas palavras que podem soar vazias sem o real conhecimento.

Nada e nem ninguém aconteceu do nada.

Os grandes produtores entendem e enxergam a música diferente, eles estão sempre a um passo na frente para mostrar a inovação.

Quando digo inovação, a direção é buscar a sua própria musicalidade sem cópias, fazendo experimentos e tentando trazer algo novo, e sem o estudo necessário é muito difícil.
Monique aragão diz: ” O mundo inveja o gênio e procura a razão pronta para a sua genialidade”

Justamente por isso, você vê tanta gente assistindo vídeo aula de como fazer uma timbragem como: Dadalife ou de como fazer o bass do Top do momento, e com isso a sua própria genialidade vai morrendo.
“O gênio pode sonhar com a fama, mas o que ele persegue com o estranho prazer dos condenados é a sua inspiração, sua própria musa interior”

Por isso você não tem concorrentes na produção, a concorrência é sempre você contra você mesmo, é sempre você com seus limites, você com seus aprendizados.

“O gênio não se importa em renunciar o mundo para viver entorpecido pela emoção de sua criação”

Uma vida dedicada ao estudo, a técnica a filosofia que é produção musical, isso sim vai te mostrar quem realmente você é e que tipo de produtor você é.

Você já deve ter ouvido – Dinheiro não compra talento, ou você tem ou você não tem.
Discordo totalmente, talento é algo que se pode construir com a dedicação, uns com mais facilidades outros com menos, porque o tempo da caminhada de cada um é muito diferente e relativo.

O que a música é para mim pode não ser para você.

Consequentemente algumas coisas vão ser decididas na técnica.

Vamos abordar a técnica em uma outra ocasião, mas deixo vocês com uma reflexão interessante, proposta no livro: Música, mente, corpo e alma.

Mnemósine deu à luz nove filhas de ZEUS, as belas musas. Criadas ao som das águas de fontes e reachos, costumavam cartar em coro, conduzidas pelo Deus Apolo. Dizem que as águas daquela região tinham o poder de inspirar quem delas bebesse, por estarem imantadas pela “musiké Téchne” ou seja a arte das musas.

Clique aqui para ler a parte 1

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Música, Mente, Corpo e Alma.

Certamente está “linguagem” pode ser introduzida na composição de música eletrônica.

Porque afinal o que a música comunica ?

Nós compositores de música eletrônica temos diante de nós uma missão pura e simples, a comunicação através da música.
Como o ouvinte nos interpreta? Por que algumas músicas são consideradas “melhores” que outras ? Como algumas faixas são consideradas para a pista e outras não? Por que algumas são mais melancólicas que outras? Quem decide isso? Qual a técnica aplicada para que consigamos dominar esse tipo de reação no grande publico?

Uma rápida analisada no livro: Música, Mente, Corpo e Alma de Monique Aragão tem informações valiosas para elucidar nossa jornada através da filosofia da composição musical.
Assunto este que após anos de pesquisa e muito estudo venho a concluir que me deixou com mais dúvidas do que esclarecimentos, porque não tem como determinar a linguagem humana através de apenas um indivíduo.

O que a música comunica para mim talvez não seja o mesmo para você, porem existem algumas músicas que todos sentem o mesmo e porque?
Tenho certeza que estou deixando você leitor e estudante totalmente confuso com tantas perguntas, mas através da dúvida nasce a pesquisa.
Imagine quantos de vocês começaram a ler este artigo e não conseguiram chegar até aqui, talvez por resistência ou simplesmente por preguiça da leitura.
Mas não importa o que importa é que neste exato momento estou comunicando a vocês uma linguagem, uma ideia e alguns questionamentos.

Uma pergunta muito importante a respeito da comunicação musical é feita no livro da Monique.”Qual é o segredo que faz com que a obra de um compositor Russo, como Tchaikovsky, viaje por quilômetros durante dois séculos e seja aclamada por uma platéia de Jovens em uma comunidade pobre da América central?”

Uma das respostas mais logicas de todas é: A qualidade do interprete e isso me remente imediatamente a uma coisa muito importante para nós da música eletrônica: Sua faixa pode bombar em uma pista com um DJ (ou seja com um interprete) incrivelmente animado ou pode matar a pista com um DJ extremamente atrapalhado.

Depois uma questão extremamente pertinente que “linka” essa questão com a anterior.
O que exatamente a música comunica ?
Uma explicação interessante que achei mas não considero a única é:
“A música é um veiculo de comunicação utilizado pelo interprete para levar uma mensagem de simbolismo universal ao público. A música carrega em sua forma diversas informações como estilo e técnicas usados em sua composição. No entanto, esses atributos não apresentam característica de uma linguagem universal”

Quando se diz o intérprete com certeza podemos considerar o DJ porque ele se comunica com o grande público.

Sei que muitos ou a grande maioria são produtores e DJ mas são trabalhos completamente diferentes ou não.

E quando se diz simbolismo universal o que isso quer dizer?
Mesmo você não intendendo inglês, você sente algo quando escuta Adele, mesmo não gostando consegue compreender que é um timbre de voz incrível e o sentimento passado através dela é incrivelmente forte, para isso você não precisa saber nenhuma palavra em inglês.

Depois informação como estilo e técnica, isso também é importante.

No livro da Monique ela diz o seguinte:
“Eu poderia reconhecer um compositor pelo estilo de sua música. Poderia dizer que isto é Dorival Caimmy, Mozart, Albeniz ou Chick Corea. Pelo estilo e forma, eu poderia situar a obra em uma época e dissertar sobre sua técnica de composição”

Isso quer dizer que quando você ouvia Felguk a 3 a 4 anos atras com certeza poderia determinar pelo estilo de bass usado, quando você escuta Victor Ruiz consegue identificar na hora pelo estilo da composição.

Isso pode servir para você montar a sua própria identidade, e que sirva de inspiração e não de cópia deslavada como muitos fazem hoje em dia.

Outra colocação importante é feita na pagina 15 do livro sitado aqui diversas vezes:

“O estilo, a forma, a técnicas usados na composição são adornos do veículo.
Se uma plateia leiga pode vibrar com uma obra sofisticada e uma plateia culta delirar diante de uma obra extremamente simples, deve existir algo que a música carrega consigo que suplanta os padrões culturais e intelectuais das pessoas”

Eu vou continuar essa discussão no próximo post:

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